Caminhando pela história

por João José “Tucano” da Silva e Jonas Soares de Souza

A Igreja Presbiteriana ituana sempre foi constituída de respeitados homens da sociedade local. Na foto (da esq. para a dir.) os presbíteros Firmino dos Santos Menezes, Josué da Silva Neto, Sebastião Nabas, Saulo Martins e o então seminarista, na época, hoje reverendo Nélio – Coleção Firmino dos Santos Menezes

Desde cedo as crianças presbiterianas também participam da vida desta tradicional comunidade religiosa nas Escolas Dominicais e recebem ensinamentos bíblicos de forma lúdica, por meio de linguagem de fácil entendimento e descontraída. Neste registro fotográfico de 1975 estão (da esq. para a dir.) Rita, os irmãos Menezes Eni, Eleni e Ennus e os também irmãos Marcelo Abreu Júnior e Márcia Abreu – Coleção Firmino dos Santos Menezes

O antigo, pequeno e aconchegante templo da Igreja Presbiteriana de Itu/SP, na Praça do Carmo n° 38 (Largo do Carmo), superlotava de fiéis durante os cultos e cerimônias religiosas, conforme mostra este antigo registro fotográfico da década de 50 – Arquivo Igreja Presbiteriana de Itu

A intolerância aumentava com a expansão do presbiterianismo no norte e nordeste do País. Em 1898, no interior de Pernambuco foi assassinado o crente Manoel Correia Vilela. Em 1909 o templo de São José do Calçado, no Espírito Santo, foi queimado por fanáticos – Reprodução Flávia Cárdia

A comunidade presbiteriana ituana se empenhou para ver edificado o novo templo, que fica localizado na Rua Dr Felipe Nagib Chebel, próximo à antiga Fábrica São Luiz. Todos participaram das campanhas para arrecadar fundos para completar o dinheiro que faltava para a compra do terreno, em princípio, e para a construção do prédio. Até mesmo irmãos de Igrejas Presbiterianas de outras cidades contribuíram para essa justa causa. Quando a construção do prédio teve início o reverendo da Igreja Presbiteriana era Orlando Manoel Rodrigues. O novo e bonito templo foi inaugurado em 1983 – Coleção Celso Lara

A família do reverendo Calvino Batista Pereira adotou Itu no início da década de 70. Até hoje a família de seu filho Zé Eduardo – ex-zagueiro do Sport Club Corinthians Paulista – mantém residência na cidade. Calvino foi reverendo da Igreja Presbiteriana de Itu de 1970 a 1972. Nesse período, incentivou a prática do futsal entre os jovens presbiterianos e a igreja chegou a ter um bom time que participava de campeonatos locais. Atualmente, ele reside em Santos/SP. Na foto o reverendo Calvino (último) aparece ao lado de sua esposa Ruth (centro) e dos filhos (da esq. para a dir.) Suely, Calvino Júnior e Zé Eduardo – Coleção família Batista Pereira

Esta foto feita no dia 15 de fevereiro de 1953 pelo Katahira mostra antigos membros da comunidade presbiteriana de Itu. Muitos deles conhecidos e estimados pela população ituana como José Rodrigues e seu irmão Francisco Rodrigues de Campos – ex-vereador nas décadas de 60 e 70 e também ex-ferroviário da Estrada de Ferro Sorocabana, que era conhecido na cidade pelos apelidos de Chiquinho Rodrigues e Chiquinho Protestante -, Luiz de Oliveira Martins Alves (ex-gerente do Banco do Brasil), Carlos Matias, Dimas Cavali de Almeida (ex-guarda rodoviário e ex-investigador da Polícia Civil), Geni Cruz Martins, João Gonzales, entre tantos outros – Arquivo Igreja Presbiteriana de Itu

Em 1867 o Rev. Ashbel Green Simonton organizou um seminário presbiteriano no Rio de Janeiro, conhecido como “Seminário Primitivo”, que teve curta duração. Simonton morreu no mesmo ano, vítima de febre amarela, aos 34 anos. Os quatro únicos estudantes desse seminário foram também grandes obreiros: Antonio B. Trajano, Miguel G. Torres, Modesto P. Carvalhosa e Antonio Pedro de Cerqueira Leite – Reprodução Tucano

A Igreja Presbiteriana de Cruz das Almas, um bairro rural de Tietê/SP, às margens da rodovia que liga o município a Porto Feliz/SP, foi construída em 1906. Antigos fiéis contam que a igreja sofria constantes hostilidades de sitiantes e fazendeiros da região, que tentavam impedir a realização de cultos e reuniões dos crentes. Na foto o casal Silvio Alves Pedrosa e Isabel Silva Pedrosa, zeladores da Igreja e das instalações do Acampamento Presbiteriano – Tucano

Posse da diretoria Sociedade de Homens da Igreja Presbiteriana de Itu, ocorrida em 2 de fevereiro de 1953. Neste registro fotográfico estão alguns conhecidos membros da igreja como José Rodrigues, João, Jair, Calvino, Ricardo, Leonito, Joaquim, Prejante, Israel, Thaís Dias de Almeida (ex-diretora da Rádio Cultura de São Paulo), reverendo Rubem de Almeida (sentado, segundo da esq. para a dir.), que esteve à frente da Igreja em 1952/1953 e em 1960, sua esposa Ely Cruz Kuntz, Francisco Rodrigues de Campos, Armando, Paulo, Flávio Pierroni de Souza (ex-inspetor de alunos do então Ginásio Estadual Regente Feijó) e Osvaldo Volf – Coleção Maria Lúcia Dias Caselli

A presença dos jovens na Igreja Presbiteriana local também sempre foi muito forte e sua atuação muito importante para a comunidade, principalmente na realização de trabalhos sociais. Esta foto foi tirada na Praça da Independência (Largo do Carmo), próximo ao antigo templo, em setembro de 1981 – Coleção família Lara

O estudo bíblico é constante na comunidade presbiteriana, pois a sua prática leva ao conhecimento da palavra de Deus. Neste registro fotográfico estão (da esq. para a dir.) Eugênia Rodrigues (esposa do reverendo Orlando Manoel Rodrigues, com o filho Orlandson no colo), Irzi Mazzaro, Camem Malkomes, Magnes Rodrigues, Marcos Maurício Malkomes, Tereza Vecchiato, Robson Malkomes, Benedito Vecchiato, Carlos Matias e Firmino dos Santos Menezes – Coleção Firmino dos Santos Menezes

Os encontros sociais entre os membros da Igreja Presbiteriana também sempre fizeram parte para fortalecer ainda mais os laços de amizade dentro da comunidade religiosa. Esta foto de 1958 mostra um almoço de confraternização realizado na Pensão Pires – Arquivo Igreja Presbiteriana de Itu

Esta foto de 7 de maio de 1961 mostra membros da comunidade presbiteriana ituana em frente do antigo templo, na Praça da Independência (Largo do Carmo), após participarem de Escola Dominical. Entre eles estão as irmãs Mirian, Dorcas e Afonsina Rodrigues de Campos; os também irmãos Zulmira, Mirian, Rosalina, e Luiz Martins Alves Júnior; além de Vali Dobner, Ignes Dobner, Marli Dobner, Ezequias Cruz, Rosalina Cruz, Geni Cruz Martins Alves, João Gonzales, Gerci dos Santos, Luiz Martins Alves, Izalina Rodrigues, Maria Aparecida Rodrigues, Helena Pierroni, Jorge Antonio Sevilha, Nilza Aires, Joaquim dos Santos, entre outros – Arquivo Igreja Presbiteriana de Itu

A atuação feminina dentro da comunidade presbiteriana local sempre teve grande representatividade e importância também. Esta foto de 1954 mostra senhoras integrante da Igreja durante uma comemoração da SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina) no Natal daquele ano. Entre as irmãs estão Geni Cruz Martins Alves, Thereza Rica de Mattos, Zenith de Almeida Dias. Segundo os mais antigos, Zenith muito contribuiu com a comunidade na parte musical, pois era excelente organista – Coleção Thereza Rica de Mattos

Solenidade comemorativa de aniversário da Igreja Presbiteriana de Itu em 1958. Na foto aparecem membros da Igreja e convidados no interior do antigo templo da Praça da Independência (Largo do Carmo) – Arquivo Igreja Presbiteriana de Itu

Na Igreja Presbiteriana de Itu também tem gente famosa. José Eduardo de Toledo Pereira, mais conhecido como Zé Eduardo, vestiu a camisa corintiana durante muitos anos como atleta juvenil e depois como profissional, jogando como zagueiro do Timão para orgulho da torcida do clube e também de seus irmãos da comunidade religiosa. Em Itu Zé Eduardo jogou futsal pelo time dos Irmãos Marchi e chegou a ser artilheiro e campeão do primeiro Torneio Periscópio, no início dos anos 70. Jogando futebol de campo, Zé Eduardo começou na equipe juvenil do Ituano como volante, depois, em seguida, foi para o Corinthians e já no primeiro ano conquistou o título de campeão juvenil. Em 1976 foi vice-campeão Brasileiro pela equipe principal, comandada pelo técnico Duque. No ano seguinte sagrou-se campeão Paulista, depois de 23 anos de jejum de títulos vividos pelo time do Parque São Jorge. Nessa conquista, o time era dirigido pelo experiente técnico Oswaldo Brandão. Zé Eduardo jogou ainda pelo Botafogo do Rio de 80 a 82 e pelo Náutico de 83 a 87. O ex-jogador continua ligado ao Corinthians, trabalhando nas categorias de base. Atualmente, por motivo de saúde, encontra-se afastado. Mas se Deus quiser estará de volta em breve. Na foto estão Zé Maria, Tobias, Moisés, Zé Eduardo, Givanildo e Wladimir; Vaguinho, Neca, Geraldo, Ruço e Romeu – Coleção José Eduardo de Toledo Pereira

Num barracão ao lado da casa de Vitalina Pedrotti (foto), que ficava localizada na antiga vila que levava seu sobrenome, hoje, Vila São José, aos sábados à tarde, os irmãos José e Francisco Rodrigues organizavam a Escola Dominical. Os encontros sempre eram frequentados por grande número de fiéis presbiterianos de todas as idades, inclusive crianças. Thereza Rica de Mattos, filha de Vitalina, lembra com saudade dessa época e diz que no Natal a comunidade religiosa distribuía presentes para as crianças daquele tradicional bairro. A casa de Vitalina ficava localizada na atual Rua Cecília Meneguini de Mattos – Coleção Thereza Rica de Mattos

O coral presbiteriano, cantando belos hinários, com a fusão de várias vozes afinadas, sempre fez os fiéis se aproximarem ainda mais de Deus. Muitas vezes, inclusive, levando os fiéis à emoção – Coleção Celso Lara

O Museu Presbiteriano, instalado em dependências do Instituto Mackenzie (Seminário Teológico Presbiteriano – Presbitério do Sul) de Campinas/SP, conta a história do presbiterianismo no mundo e no Brasil por meio de exposição didática de imagens, textos e linha do tempo. O acervo de fotogafias, livros, documentos textuais impressos e manuscritos permitem desvendar a história e a estrutura da igreja no Brasil. Na foto, Flávia Cárdia, responsável pelo museu, apresenta um dos documentos do acervo da instituição –  Fotos: Tucano



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