Daniel, o romântico galã dos rodeios

O carisma e a personalidade garantiram ao cantor a liderança absoluta de público

Rose Ferrari

Daniel foi recorde de público na 14º Festa do Peão de Boiadeiro de Itu: 25 mil pessoas compareceram para ver seu show, na noite de abertura do evento. Alegre e simpático, ele brinca quando lhe perguntaram o segredo do sucesso, principalmente entre o público feminino: “As mulheres é que têm problema de vista…”. Na verdade, o sucesso de Daniel não explica apenas por seu talento como intérprete, mas é um produto de seu carisma e de sua personalidade.

“A naturalidade, simplicidade, humildade e atenção que procuro dar a todos os fãs que me acompanham é que fazem com que a gente tenha uma popularidade muito grande. O amor cantado através das letras também vai ao encontro do gosto do público”, revela.

De hábitos simples, ao contrário de muitos artistas, sua maquiagem de palco se resume a uma leve aplicação de base para tirar o brilho do rosto. No camarim só entram frutas, água e refrigerantes. Daniel não dispensa uma maça antes das apresentações que, segundo ele, serve para lubrificas as cordas vocais.

Terminados os preparativos, como devoto de Nossa Senhora, reúne toda a equipe e comanda uma prece pedindo proteção e inspiração. Aí sim está pronto para mais uma apresentação.

No show em Itu, a abertura com a música “Paixão Caipira”, foi uma homenagem a seu pai, José Camilo, seu grande incentivador e com quem fez parceria numa das faixas de seu primeiro disco solo. O cantor gosta de interagir com o público: cantou novos e antigos sucessos, conversou com os fãs, distribuiu rosas e lançou as toalhas brancas, disputadas a tapas pela tietagem.

Quando chegou ao camarim, depois de duas horas de espetáculo, ainda teve disposição para fotos, autógrafos e abraços. Em cada show ele gasta, em média, quatro horas em apresentação e os contatos com o público e a mídia.

Para melhor receber os fãs, amigos e a imprensa, Daniel teve a iniciativa de construir, em Botucatu, a Estância Natália. O local contará com um museu de João Paulo e Daniel, piscina, sauna, campo de futebol e uma infra-estrutura excepcional até para um eventual show.

Assédio

Apesar de muito assediado, Daniel garante que não deixou de fazer o que gosta. O futebol, uma de suas paixões, não pode faltar. Em Itu, horas antes do show, bateu uma bolinha com integrantes de sua banda e os diretores do Clube do Rodeio Unidos de Itu, no campo do hotel onde ficou hospedado. “Às vezes acontece um tumultozinho, mas a gente está preparado para essas ocasiões. O problema é quando o juiz apita o final do primeiro tempo: o pessoal não perdoa, invade o campo mesmo”, conta o cantor com alegria.

Outras atividades de lazer que fazem parte da vida deste galã da música sertaneja são: ir ao cinema, jogar boliche e andar de jet-ski. É dono de uma chácara onde mantém uma lagoa para suas manobras radicais.

Vida de artista

A maratona de Daniel não é tão fácil quanto se imagina. Não tem hora para dormir nem comer. Faz, em média, quinze shows por mês e ainda trabalha na divulgação de seus CDs, através de visitas filantrópicas. Nos períodos que antecedem as gravações, as centenas de quilômetros entre um show e outro são preenchidas com audições de inúmeras composições até a definição do repertório de um novo disco.

Daniel conta que os compromissos profissionais e a distância foram os responsáveis pelo fim do mais duradouro de seus relacionamentos afetivos – a professora Luciana, com quem namorou durante nove anos. Agora com 30 anos, e solteiríssimo, se confessa preocupado em pensar mais seriamente na concretização de seu maior sonho: construir uma família.

 



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